Descubra seu
ARCANO PESSOAL
Nossos
CURSOS
Whatsapp:
(24) 99227-2726
Área do Cliente

|

Qual é o melhor baralho de tarô?

Quando o Tarô ‘Faz Mal’
fevereiro 12, 2024
Há um significado oculto por trás das cores do tarô de Marselha?
fevereiro 12, 2024

Antes de responder essa questão, precisamos saber, realmente, o que é um baralho de tarô. Sua estrutura deve conter, tradicionalmente, os 78 arcanos (22 maiores e 56 menores), cujas variantes no mercado não podem ser classificadas como tarôs completos (baralhos com somente 22 arcanos maiores ou com 22 arcanos maiores e 20 arcanos menores – 16 figuras da corte + 04 ases, por exemplo). Também precisa trazer consigo estruturas simbólicas que se aproximem, ao menos, das três grandes referências editadas: baralho francês (Marselha), Rider Waite (Waite Smith) e Thot Tarot (Crowley). A edição Kier (vulgo “egípcia”) é um caso à parte, pois os arcanos menores não obedecem a nenhum dos três padrões conhecidos, tornando-se um segmento de baralhos diferenciado. A numeração dos arcanos deve seguir normalmente o padrão (0 a 21 ou 1 a 22 – no Tarô Adivinhatório de Papus, o Louco surge como 21 e o Mundo como 22) com a troca adotada também pela escola inglesa (08 para Força e 11 para Justiça, ao contrário da escola francesa: 08 para a justiça e 11 para a força). A arte não deve modificar as estruturas simbólicas, descaracterizando-as, a ponto de um colecionador/praticante não ser capaz de identificar o arcano num primeiro olhar (sem recorrer ao título e numeração do arcano). Baralhos como Oráculo da Deusa, Zen ‘Tarot’, Cartas do Carma, Baralho Cigano (Lenormand), Cartas do Caminho Sagrado, ‘Tarô das Bruxas’, Cartas Xamânicas (e outras) não podem ser classificadas como tarôs, embora pertencentes ao mesmo ramo oracular: cartomancia.

Não existe um baralho “melhor” de tarô. No entanto, se você está iniciando a sua prática é importante que se entrose com a simbólica de algum baralho clássico e a estude (Visconti Sforza, Swiss 1JJ, Marselha, Anciente Italian, Gringonneur, etc.) para compreender os conceitos originais que cercam a misteriosa criação do tarô. Uma vez apreendidos um pouco de sua história e estrutura simbólica, você pode escolher o baralho com o qual se sentirá mais à vontade para trabalhar. A escolha, no entanto, não deve ser pelo tema e arte do baralho somente, mas por aquilo que ele evoca ou significa para você simbolicamente. As imagens impressas são apenas figurativas, os símbolos estão dentro de cada um de nós e é preciso que haja uma sintonia dentro e fora. O bom senso também diz que, a escolha do baralho poderá ou não impactar os consulentes. Trabalhar, por exemplo, com um tarô erótico não é muito adequado se você vai atender pessoas de grupos diferentes (idade, sexo, credo, etc.). No entanto, há tarólogos que realizam excelentes trabalhos com baralhos com esse tipo de tema, voltados para a sexualidade de seus consulentes. Mas, essa é uma especificidade e não regra. O trabalho com tarôs com temas infantis, macabros, provocadores, pode dispersar a atenção do consulente e até, em alguns casos, deixá-lo pouco à vontade. Devo afirmar que o baralho é nosso, mas cada atendimento pertence ao consulente em particular, portanto, aqueles conteúdos simbólicos também passam a fazer parte do imaginário que exemplificam o que é uma consulta de tarô.

Em resumo, o melhor baralho de tarô é aquele que você reconhece os arcanos com facilidade dentro do tema proposto e arte envolvida, obedecendo a estrutura exposta no primeiro parágrafo, deixando o praticante à vontade para sua utilização. Isso não impede que colecione baralhos que fujam de tais regras.

Texto de Giancarlo Kind Schmid (01-09-2012).

Comments are closed.

Enviar Mensagem
Deixe-me por escrito o assunto ou questão de seu interesse.